terça-feira, 8 de setembro de 2009

Confusão

Há dias meu coração
nunca esteve tão audível.
Apenas recostando-me
ouço grandes tambores e a mim.

Trêmula, joguei a todos
minhas mais confusas palavras.
Impulsivos segundos de insanidade
tonaram-se horas.

Incerta de minhas certezas,
divago sobre minhas mentiras serem verdadeiras.
Talvez egocêntrica demais
para admiti-las.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Reflexão II - Felicidade

Se a felicidade vem de três etapas -
uma vida cheia de prazeres e satisfações,
ser um homem livre e responsável,
e um filósofo, questionando feito criança sobre o mundo -
sei bem onde estão meus erros.

Se as virtudes são os meios-termos de ouro,
nem de mais, nem de menos,
o difícil é chegar nesta parte.
Sei por onde trilhar,
sei onde quero estar.

O equilíbrio determina o bem-estar.
A felicidade e a virtude provêm deste.
A metade de uma longa linha, chamada caráter.
De um extremo ao outro,
a vivência é o que move.

Amor IV - Sobriedade

Palavras agressivas,
ações subentendidas.
De que valem as intenções,
mesmo bem intencionadas?

A raiva já não me controla,
mas o cansaço tomou posse.
Persisto no erro,
ou no que me faz feliz?

Estou com medo do que me aguarda;
de ler o que me escreveu.
Estou desesperada,
enquanto, trêmula, choro.

O amor não move vidas,
mas dá uma razão a viver.
E um amor febril?
Eu sei, estou quente.

Só quero meu amor
e nossa paz de volta.
Não esqueça de trazê-la,
junto com a sobriedade.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Felicidade instantânea

Felicidade instantânea.

Tamanha sua grandeza
que não poupei sorrisos.
Não coube essa sensação em mim,
e aqui estou.

Orgulho e alegria
me irradiaram.
Mas sentimentos grandes e intensos como este
vão-se rapidamente.

Foi apenas uma felicidade instantânea.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Palavras

Desprovida de palavras.
Sim, cheguei a este ponto.

Indescritível,
é como te percebo.

Não cobre-me o que não consigo,
mesmo se em minha mente
sua beleza está clara.

Entenda... Para chegar ao clarão
encaro um escuro corredor,
que protege o que há de mais bonito e real em minha vida.

Amor III - Meu amor

Meu amor,
vê a grandeza?
Sente este calor,
enxerga a real beleza?

Como um rio,
suas águas de vão;
e nada em vão.
Se foi o vazio.

Roubou meu direito.
Completou-me com sua metade.
E muito bem feito,
fez disso nossa verdade.

Mas foi preciso ser bandido?
Amigo, venha comigo.
Seja meu abrigo.
Não terei um amor vendido.

Não há possível estética
para nossos corações.
Sim há nossa própria ética
que convoca belas ações.

Agora veja,
sinta o ardor.
O auge do amor
é o que almeja.

Compartilhamos de extremos sentimentos,
mas não temos vaidade.
Nestes momentos
persiste a espontaneidade.

domingo, 9 de agosto de 2009

Arrebatadora

E essa paixão repentina
que me arrebatou?
Criam-se dúvidas até em meus sonhos.
Amores inacabados,
ou apenas doces ilusões futuras.

Moça, persista.
Acorde e tente enxergar sua sorte.