sábado, 10 de outubro de 2009
Bolha
Sucumbiu dentro da bolha, e com persistência (ou não), está nadando contra todas suas próprias correntezas para alcançar o fundo do poço.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Águas
A fim de limpar seu vazio, encontrou o refúgio da indução de lágrimas. Ali ficou por poucas horas, quando reconheceu ser maior que o próprio buraco. Este já cheio, de tanto chover nesses dias nublados e sombrios que encobriam sua situação.
Uma decisão repentina faz-te acordar e mudar de espaço, pois a caminho do destino encontra os verdadeiros choques modernos. Analisava com carinho o anel que lhe foi presenteado por um homem - simples -, e que olhava fundo em seus olhos. Mas sentia o peso desse olhar em seus dedos, além da gélida brisa que apavorava mais ainda a alma perturbada.
A conduta da indução levou-a à verdadeira cachoeira, perdida em selvas distantes, onde apenas corajosas (ou medrosas) pessoas encontrariam.
Em meio a tantos significados, tantas interpretações, tantas pessoas e sons, achou, finalmente, o melhor refúgio de todos que havia experimentado. Ah, seus remédios foram rebaixados, mas os exaustos não esquecerão!
E aqueles lábios que não lhe foram prometidos àquela noite... Encostaram em seu rosto, em seus lábios. Os lábios que eram seus amores e horrores. Onde se perderam, céus. Estes que balbuciavam em seu ouvido, beijavam-lhe na nuca...
Enquanto subia para o triste caminho para casa, solitária e parcialmente afogada em seu poço e em sua cachoeira perdida, imaginou o imaginável. O pior que sua mente poderia proporcionar. O masoquismo sempre atraiu suas especiais atenções; mas não nesta noite. Exausta, não queria estar assim. Não construiu uma represa. Veio pensando nas melhores ideias para liberar as correntes, mesmo que seja metaforicamente, da maneira mais estranha que pôde fazer, mas nada, nada que realmente transparecesse o fundo do buraco. Água suja, é o que as cidades fazem.
A própria água que contamina seus ideais, e que purifica seus valores e inspirações.
Sucumbiu entre as bolhas, e com persistência, está nadando contra todas suas próprias correntezas para alcançar o fundo do poço.
Uma decisão repentina faz-te acordar e mudar de espaço, pois a caminho do destino encontra os verdadeiros choques modernos. Analisava com carinho o anel que lhe foi presenteado por um homem - simples -, e que olhava fundo em seus olhos. Mas sentia o peso desse olhar em seus dedos, além da gélida brisa que apavorava mais ainda a alma perturbada.
A conduta da indução levou-a à verdadeira cachoeira, perdida em selvas distantes, onde apenas corajosas (ou medrosas) pessoas encontrariam.
Em meio a tantos significados, tantas interpretações, tantas pessoas e sons, achou, finalmente, o melhor refúgio de todos que havia experimentado. Ah, seus remédios foram rebaixados, mas os exaustos não esquecerão!
E aqueles lábios que não lhe foram prometidos àquela noite... Encostaram em seu rosto, em seus lábios. Os lábios que eram seus amores e horrores. Onde se perderam, céus. Estes que balbuciavam em seu ouvido, beijavam-lhe na nuca...
Enquanto subia para o triste caminho para casa, solitária e parcialmente afogada em seu poço e em sua cachoeira perdida, imaginou o imaginável. O pior que sua mente poderia proporcionar. O masoquismo sempre atraiu suas especiais atenções; mas não nesta noite. Exausta, não queria estar assim. Não construiu uma represa. Veio pensando nas melhores ideias para liberar as correntes, mesmo que seja metaforicamente, da maneira mais estranha que pôde fazer, mas nada, nada que realmente transparecesse o fundo do buraco. Água suja, é o que as cidades fazem.
A própria água que contamina seus ideais, e que purifica seus valores e inspirações.
Sucumbiu entre as bolhas, e com persistência, está nadando contra todas suas próprias correntezas para alcançar o fundo do poço.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Exaustos
Como uma alma semi-morta, assim caminham os exaustos.
Exaustos de continuarem despertos. Não há felicidade quando os olhos estão abertos, porém fechados.
Ao encostarem as temerosas cabeças em seus respectivos travesseiros, únicos, em cada sonho saem os verdadeiros risos; talvez em meio a grunhidos durante o sono, murmurarão pequenas risadinhas que chegam aos nossos ouvidos.
Durante o dia mal aguentam o peso de seus corpos. Os ombros feitos de pedra fazem com que os exaustos fiquem curvos interiormente. Mas ao chegar a noite, ansiando pela suavidade, no ápice de sua cor, perdem as esperanças de encontrá-las. Vagam incessantemente sem saberem o que estão fazendo. Estão cansados demais para pensar.
Os exaustos estranham o vazio que há em seus sentimentos. Anormalidade para fases tranquilas, um salto com pequenos toques.
Dormir eternamente, é o que querem. Descansarão na paz que sempre buscaram.
Exaustos de continuarem despertos. Não há felicidade quando os olhos estão abertos, porém fechados.
Ao encostarem as temerosas cabeças em seus respectivos travesseiros, únicos, em cada sonho saem os verdadeiros risos; talvez em meio a grunhidos durante o sono, murmurarão pequenas risadinhas que chegam aos nossos ouvidos.
Durante o dia mal aguentam o peso de seus corpos. Os ombros feitos de pedra fazem com que os exaustos fiquem curvos interiormente. Mas ao chegar a noite, ansiando pela suavidade, no ápice de sua cor, perdem as esperanças de encontrá-las. Vagam incessantemente sem saberem o que estão fazendo. Estão cansados demais para pensar.
Os exaustos estranham o vazio que há em seus sentimentos. Anormalidade para fases tranquilas, um salto com pequenos toques.
Dormir eternamente, é o que querem. Descansarão na paz que sempre buscaram.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Aquário
Aquário,
beije-me com seus lábios de vidro.
Atente-se para que não trinque;
não quero sangue ou sua água em minha boca.
Divina é a luz.
Os raios de sol adentram os doces mares;
graças a isso,
diga olá aos seus telespectadores, peixes.
Pinte o aquário de preto,
e toda a luz será absorvida.
Pinte-o de branco,
e os feixes serão refletidos de volta.
Escolha esconder-se.
Faça com que as pessoas vejam o superficial.
Este vidro transparente,
não é tão óbvio assim.
Pinte de preto, mas finja ser branco.
beije-me com seus lábios de vidro.
Atente-se para que não trinque;
não quero sangue ou sua água em minha boca.
Divina é a luz.
Os raios de sol adentram os doces mares;
graças a isso,
diga olá aos seus telespectadores, peixes.
Pinte o aquário de preto,
e toda a luz será absorvida.
Pinte-o de branco,
e os feixes serão refletidos de volta.
Escolha esconder-se.
Faça com que as pessoas vejam o superficial.
Este vidro transparente,
não é tão óbvio assim.
Pinte de preto, mas finja ser branco.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Ventos
Os ventos levam as folhas e as dores aos esbarrarem em árvores e pessoas.
Pessoas sentadas nos galhos de árvores, ao se esbarrarem nos ventos, lançam seus risos juntamente com as pétalas de flores.
Pessoas sentadas nos galhos de árvores, ao se esbarrarem nos ventos, lançam seus risos juntamente com as pétalas de flores.
Alegria facetada
A alegria facetada que sai de minha boca são ecos de murmúrios e lamentos vindos do meu interior.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Desorganizado
Quanta desorganização.
Quantas coisas!
Como uma pessoa vive nesta casa?
Apenas um louco seria capaz.
Este louco que aos poucos poria tudo em seu devido lugar,
aos poucos,
sem demora e sem pressa,
em seu perfeito ritmo.
Assim sucede a limpeza de sua própria casa.
Apenas sua.
Apenas para seu interesse;
não para estas visitas loucas que batem à porta.
Um dia...
Tão perto e tão longe...
verá que existe, sim, um tapete na sala!
Agora arrume-o, louco.
Quantas coisas!
Como uma pessoa vive nesta casa?
Apenas um louco seria capaz.
Este louco que aos poucos poria tudo em seu devido lugar,
aos poucos,
sem demora e sem pressa,
em seu perfeito ritmo.
Assim sucede a limpeza de sua própria casa.
Apenas sua.
Apenas para seu interesse;
não para estas visitas loucas que batem à porta.
Um dia...
Tão perto e tão longe...
verá que existe, sim, um tapete na sala!
Agora arrume-o, louco.
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