Eu nunca quis te largar. Seria tão clichê quanto dizer que até o meu relógio biológico parou por você.
Oh, tão mágico te ver através de tanta fumaça.
Tão mágico encontrar-te com princípios tão errados.
Se para te beijar essas forem as condições, quero ter câncer.
domingo, 11 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Contradição
E se eu disser "Não me importa mais.", sei que me contradigo.
Como eu deveria ser, não vou nem tentar. O que eu deveria falar, vou me calar.
Mas se por acaso eu ficar sem ar, me virar, tornar a esquecer os motivos para crer em perder a vez da vez, e o que ele fez, o saber entender, para finalmente enxergar, palpitar, gritar...!
Ah, sem pressa... Sussurre seus segredos, promessas e juras, e juras e sonhos. São como sinos, que ecoam no salto mais alto do silêncio.
Saiba sair das silhuetas dos sãos.
Diga adeus, e não se contradiga mais.
Como eu deveria ser, não vou nem tentar. O que eu deveria falar, vou me calar.
Mas se por acaso eu ficar sem ar, me virar, tornar a esquecer os motivos para crer em perder a vez da vez, e o que ele fez, o saber entender, para finalmente enxergar, palpitar, gritar...!
Ah, sem pressa... Sussurre seus segredos, promessas e juras, e juras e sonhos. São como sinos, que ecoam no salto mais alto do silêncio.
Saiba sair das silhuetas dos sãos.
Diga adeus, e não se contradiga mais.
domingo, 21 de março de 2010
Sofia
09/03/10
Sofia bateu o pé com força no piso de madeira, e aumentou o tom de sua voz, para ganhar da chuva grossa que batia na janela do seu quarto.
- Não suba aquela montanha novamente! Nem toda neve é verdadeira, nem toda árvore está viva, nem toda grama é virgem, nem todo sangue esparramado é teu. Também há vestígios meus... Lágrimas minhas...
Sofia tirou seu casaco, revelando seus braços nus, e passou as mãos pelos ombros.
- Sentes o que sinto? Suba esta serra; lá a realidade é o teu prazer, o sofrimento é belo, e tuas mãos são Deuses.
Sofia bateu o pé com força no piso de madeira, e aumentou o tom de sua voz, para ganhar da chuva grossa que batia na janela do seu quarto.
- Não suba aquela montanha novamente! Nem toda neve é verdadeira, nem toda árvore está viva, nem toda grama é virgem, nem todo sangue esparramado é teu. Também há vestígios meus... Lágrimas minhas...
Sofia tirou seu casaco, revelando seus braços nus, e passou as mãos pelos ombros.
- Sentes o que sinto? Suba esta serra; lá a realidade é o teu prazer, o sofrimento é belo, e tuas mãos são Deuses.
Amor próprio - o fim. 2
Tornei-me cega. O sangue jorrado, seco em meu corpo, foram os últimos estímulos para o apreciador da dor.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Amor próprio - o fim.
E o cúmulo da insensatez chegou ao máximo!
Quebre os teus dedos, jogue os dados para o alto, arranhe o teu rosto, cante em voz alta, arranque os teus braços fora e assista o sangue jorrar... Ah, mas quanto prazer. "Meu filho; fruto do meu prazer, da minha... loucura!"
Acordaste bem esta manhã? Não atreva-te a me olhar com tal desgosto. Sabes que o Mundo não olhará para ti, como sabes que tuas pernas logo queimarão.
Teu corpo não mais te amas. Agora diga adeus.
Quebre os teus dedos, jogue os dados para o alto, arranhe o teu rosto, cante em voz alta, arranque os teus braços fora e assista o sangue jorrar... Ah, mas quanto prazer. "Meu filho; fruto do meu prazer, da minha... loucura!"
Acordaste bem esta manhã? Não atreva-te a me olhar com tal desgosto. Sabes que o Mundo não olhará para ti, como sabes que tuas pernas logo queimarão.
Teu corpo não mais te amas. Agora diga adeus.
quarta-feira, 3 de março de 2010
A chuva além da porta
A voz estridente e as risadas abafadas ecoaram pela sala.
E o meu olhar para fora...
Estava frio, e o moletom azul marinho me aquecia.
O motivo era a chuva, que deixou os rostos os sonolentos.
A chuva, que largou a solidão atrás da porta.
Eram os meus olhos fechados, e os meus ouvidos concentrados.
A chuva com suas grossas gotas; as folhas verdes das árvores.
As folhas molhadas.
Era a chuva, e o seu mundo lá fora.
E o meu mundo lá fora.
A manhã escureceu. E o meu olhar para fora... além da porta.
E o meu olhar para fora...
Estava frio, e o moletom azul marinho me aquecia.
O motivo era a chuva, que deixou os rostos os sonolentos.
A chuva, que largou a solidão atrás da porta.
Eram os meus olhos fechados, e os meus ouvidos concentrados.
A chuva com suas grossas gotas; as folhas verdes das árvores.
As folhas molhadas.
Era a chuva, e o seu mundo lá fora.
E o meu mundo lá fora.
A manhã escureceu. E o meu olhar para fora... além da porta.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O céu e o mar
Sob o azul mais anil visto,
os vestígios das águas fizeram da areia um espelho.
Passos que o quebraram, não em cacos,
mas em portas, túneis e portais.
E o mar refletiu o céu.
As ondas que brincam e brigam;
revoltaram-se, e em seus três sentidos,
vitoriosos saíram nas milhares de batalhas travadas
entre as águas e os pés persistentes.
E o mar acalmou-se.
A feminilidade o fez rosa,
e o oposto o fez azulado.
Em degradê, humanizou-se.
O pouco restante evaporou,
fez-se do desconhecido previsível uma neblina.
E o mar fundiu-se ao céu.
Após o grande espetáculo,
somente o tolo guerreiro ameaçaria
o que agora era um só.
O breu, o negro, os astros e seus reflexos.
Finito, agora ultrapassou o cosmos.
E o mar virou o céu.
os vestígios das águas fizeram da areia um espelho.
Passos que o quebraram, não em cacos,
mas em portas, túneis e portais.
E o mar refletiu o céu.
As ondas que brincam e brigam;
revoltaram-se, e em seus três sentidos,
vitoriosos saíram nas milhares de batalhas travadas
entre as águas e os pés persistentes.
E o mar acalmou-se.
A feminilidade o fez rosa,
e o oposto o fez azulado.
Em degradê, humanizou-se.
O pouco restante evaporou,
fez-se do desconhecido previsível uma neblina.
E o mar fundiu-se ao céu.
Após o grande espetáculo,
somente o tolo guerreiro ameaçaria
o que agora era um só.
O breu, o negro, os astros e seus reflexos.
Finito, agora ultrapassou o cosmos.
E o mar virou o céu.
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