Sem cargas d'água de saber
o porquê de ser insuficiente
meu caráter cardíaco.
Mistério em reconhecer
o motivo de manter
carícias como mantras.
domingo, 10 de maio de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Calderón de la Barca
"Segismundo: (...)
Yo sueño que estoy aquí
de estas prisiones cargado,
y soñé que en otro estado
más lisonjero me vi.
¿Qué es la vida? Un frenesí.
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño:
que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son."
Do livro: La vida es sueño
Yo sueño que estoy aquí
de estas prisiones cargado,
y soñé que en otro estado
más lisonjero me vi.
¿Qué es la vida? Un frenesí.
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño:
que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son."
Do livro: La vida es sueño
quarta-feira, 22 de abril de 2015
El ratón
Todos vestem preto,
a língua também se escurece.
No más que repentino,
todo lo negro viene a la luz.
Se hizo la palabra,
y la palabra era luce.
Aún todo sigue muy estranho,
hay humo en toda parte.
Pues espera un rato...
que vejo um rato pelas ruas,
que em todas as ruas, de todas as cidades,
existem ratos pelos bueiros,
na sarjeta, ratones de lenguas grandes,
Espera un rato más,
que lo veo en un rincón
cinza-gris, dentro de un cenicero,
el ratón me dice, entre caladas,
entre lenguas que no se entienden entre sí:
- qué ciudad es esa que todo suena lo mismo?
- por que não vejo nada?
- estoy perdido, perdidinho.
E o rato, ao terminar seu cigarro,
corre pelo subterrâneo,
a enfrentar as fronteiras del más allá de lo dicho.
Se va a una ciudad donde distinguen colores de blanco,
tons de preto, de azul, de arco-íris,
donde las artes se mezclan en gestos,
em atos, em falas, em imagens e em música,
sons da rua, pixos no alto, grafites que andam,
donde la lengua es una sola: universal.
Y esa ciudad se halla en el medio
del mayor sendero jamás visto:
búscala, sigue a los ratones,
e um dia virá à terra.
a língua também se escurece.
No más que repentino,
todo lo negro viene a la luz.
Se hizo la palabra,
y la palabra era luce.
Aún todo sigue muy estranho,
hay humo en toda parte.
Pues espera un rato...
que vejo um rato pelas ruas,
que em todas as ruas, de todas as cidades,
existem ratos pelos bueiros,
na sarjeta, ratones de lenguas grandes,
Espera un rato más,
que lo veo en un rincón
cinza-gris, dentro de un cenicero,
el ratón me dice, entre caladas,
entre lenguas que no se entienden entre sí:
- qué ciudad es esa que todo suena lo mismo?
- por que não vejo nada?
- estoy perdido, perdidinho.
E o rato, ao terminar seu cigarro,
corre pelo subterrâneo,
a enfrentar as fronteiras del más allá de lo dicho.
Se va a una ciudad donde distinguen colores de blanco,
tons de preto, de azul, de arco-íris,
donde las artes se mezclan en gestos,
em atos, em falas, em imagens e em música,
sons da rua, pixos no alto, grafites que andam,
donde la lengua es una sola: universal.
Y esa ciudad se halla en el medio
del mayor sendero jamás visto:
búscala, sigue a los ratones,
e um dia virá à terra.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Águas não passadas
Pensei ter encontrado
uma camiseta preta velha no fundo do rio, mas era um vulto marinho, fantasma sereia, minha sombra projetada na profundeza.
Achei ter avistado
o outro lado do oceano do alto do meu prédio, mas eu via uma alma andante, intercultural, no fim da rua.
Acreditei ter abafado
todos meus gritos debaixo da cachoeira, mas eu fui ouvida, porém pranto rejeitado.
Cogitei ter descoberto
maneiras de me desafogar das vontades ansiosas, sabedoria, sublimar criação, mas este é só o primeiro passo para além da aceitação.
Suportei ter de aceitar
lidar com a decisão alheia, afogo, engasgo, cuspo, respiro, dor, mas esta é quase a superfície do que é gostar do outro.
uma camiseta preta velha no fundo do rio, mas era um vulto marinho, fantasma sereia, minha sombra projetada na profundeza.
Achei ter avistado
o outro lado do oceano do alto do meu prédio, mas eu via uma alma andante, intercultural, no fim da rua.
Acreditei ter abafado
todos meus gritos debaixo da cachoeira, mas eu fui ouvida, porém pranto rejeitado.
Cogitei ter descoberto
maneiras de me desafogar das vontades ansiosas, sabedoria, sublimar criação, mas este é só o primeiro passo para além da aceitação.
Suportei ter de aceitar
lidar com a decisão alheia, afogo, engasgo, cuspo, respiro, dor, mas esta é quase a superfície do que é gostar do outro.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Refúgio em meus olhos
Buscou refúgio em meus olhos.
De cinza a cinza eu vi decair
seu olhar às minhas mãos;
e eu não soube amparar seu cigarro tão viciado.
Buscou refúgio em meus olhos.
Do negro ao azul eu vi o dia recompor
suas lágrimas que vieram sutis;
mas eu não tenho guarda-chuva para nós dois.
De cinza a cinza eu vi decair
seu olhar às minhas mãos;
e eu não soube amparar seu cigarro tão viciado.
Buscou refúgio em meus olhos.
Do negro ao azul eu vi o dia recompor
suas lágrimas que vieram sutis;
mas eu não tenho guarda-chuva para nós dois.
domingo, 5 de abril de 2015
Esperar
Espero pelas beiradas,
amanhece no horizonte,
o dia se cai, o sol é quente,
acontece no horizonte,
o tempo é astuto, perpétuo assombro.
Espero debaixo de marquises,
pra me esconder do entardecer,
qual pranto ou alegria,
não deixo essa noite cair em mim.
Espero acima das nuvens,
sobrevoando um continente,
é madrugada, pó de estrelas.
Espero singela,
poucas palavras.
amanhece no horizonte,
o dia se cai, o sol é quente,
acontece no horizonte,
o tempo é astuto, perpétuo assombro.
Espero debaixo de marquises,
pra me esconder do entardecer,
qual pranto ou alegria,
não deixo essa noite cair em mim.
Espero acima das nuvens,
sobrevoando um continente,
é madrugada, pó de estrelas.
Espero singela,
poucas palavras.
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