sábado, 12 de junho de 2010

O limite de um sonho

Olhei para o relógio e os ponteiros pareciam querer fincar o meu coração. Diziam que tempo me faltava, que tempo me sobrava, que tempo eu não saberia coordenar... Não em um lugar como este.

Adormeci e sonhei que estávamos deitadas, apenas. Eu a admirava como quem crê veemente que está sonhando; e de fato estava. A realidade é deveras cruel para aqueles que amam como eu. Desejei que não sentisse o mesmo, mas também quis ter esperanças. Chorei quando acordei.

Porém se a cada dia me vejo em uma vida que parece não me pertencer mais, é ao seu lado que quero estar. Criarei muitas outras palavras somente para descrever o quanto você é especial para mim. "Gostar" está me limitando.

O dia em que eu abrir os olhos e me deparar com o seu rosto, ternamente vou acariciá-lo, e dizer o quão linda você é. Beijarei seus olhos para provar ao tempo que o sonho veio à tona. Que a realidade também pode ser deveras adorável para aqueles que amam como eu e você.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Suposições

Que quando suspirei profundamente ao ver-te, aspirei o ar dos loucos, e hoje assim estou: louca. Cegamente louca.

Que quando fechei os olhos para estar junto de ti, adormeci; como se não me deixassem ter tal tipo de sonho.

Que quando afinei as cordas do meu violão, pensei que logo te conquistaria tocando algum romance do Beatles; mas minha voz não saiu.

Que quando supus um sentimento, não foi em vão.

Porém quando busquei reciprocidade, estava querendo demais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sofia não sabe.

Por mais cuidadosa que Sofia fosse, sabia que seus passos ecoariam na rua toda. Claro, eram seis horas da manhã de um domingo, e estava solitária.
Nem mesmo o céu quase azulado, num meio termo de cinza e azul marinho, animaria a garota.

Sofia sabia. Nada disso teria acontecido se tivesse fugido na primeira oportunidade. Cada pé que põe fora de casa é uma chance, porém ela sempre soube que frustrada ficaria por muito tempo.

Sofia sabia que tudo tem um motivo para acontecer, mas ainda assim indagava onde se perdeu.

Por mais preocupada que Sofia estivesse, sabia que seria descoberta.

Sofia amou, e se calou.

sábado, 29 de maio de 2010

Sentido

Era outra manhã de desespero meu, em que nada fazia mais sentido senão estar deitada. Não existia melhor calor que o das minhas cobertas, ou maior conforto que o do meu travesseiro; até mais do que belas palavras. Como se meu objetivo do momento fosse ter sonhos cada vez mais vívidos. Dia após dia. Surpresas hão de vir, sim.

Eu a conheci, porém minha vida já havia mudado drasticamente desde então. Motivos eu tinha para estar acordada, só a vontade que nunca foi voluntária. Seria muita sorte do cosmos fazer-me uma pessoa mais feliz; pois tudo tem dois (ou mais) lados, e toda ação tem sua reação. O que lancei, voltou. Um dia me levantei num ímpeto de vivacidade jamais visto, e joguei a bomba para todos: estou apaixonada. Quis que tivessem o mesmo ânimo que eu; quis ser contagiante, e fazer com que todos se sentissem bem... como eu. Por duas semanas, quase que fulgazmente, eu quis mudar o mundo. São dias após dias, e minha paixão fazia todo o sentido.

Até que me despertei e senti que faltava um calor ali. Não o das minhas cobertas, mas o da reciprocidade de vontade, aquela que conquistei. Não soube o que fazer, porque nada poderia ser feito. Pensei em cada lugar onde possivelmente haveria brexas de sol, mas nada fazia sentido mais. Nada faz sentido mais. Talvez meu violão cantasse minhas lamúrias, ou verbalizasse minhas lástimas.

Tudo se vai, e a felicidade é mais curta ainda. A sensatez nunca é duradoura, e a vida faz sentido enquanto o amor é quente.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Perspectivas

É assim que direi, é assim que parecerá. Talvez nunca seja suficiente o tamanho em que denoto minhas palavras. Expresso por costume, por querer me perceber; para ver em quais outras perspectivas estará você.

Quero falar, e o farei. Há muito na minha vida eu soube que de nada sei, mas eu soube que de mim eu sei; que sempre terão filosofias a serem descobertas.

Diante de todas as experiências, aprendi sobre o amor e sobre a ternura. Se quando eu correr ao seu encontro, for te abraçar fortemente, me entenda. Se eu chorar, não será de tristeza. Se eu me demorar no seu olhar, e me envergonhar, será porque é de tamanha intensidade, que não pude suportar nem sustentar o que via através de mim.

É com enorme satisfação que lhe digo o tanto que gosto de você. Ninguém nunca sentirá a emoção que tenho ao olhar seu sorriso. Somos únicas, você e eu.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Planos para o amor

Durante a eternidade que uma noite pode se tornar, quero imensamente seus sorrisos. Ouvir sua voz por horas, e te sentir como se estivesse ao meu lado. Quero te ouvir cantarolar, e beijar seus profundos olhos, aqueles que, sei, me olharão ternamente.

Te pegar de surpresa, te levar para dançar. Cantar ao seu ouvido qualquer balada sobre o amor, enquanto te seguro, forte, nos meus braços, para que nunca mais volte a estar distante.

Dividir um apartamento com você, e te acordar todas as manhãs com meus abraços. Perder a hora, por estar perdida em você.

Pentear seus cabelos, e beijar seu pescoço quando estiver à mostra. Segurar suas mãos, e dizer "Sou sua". Dizer "Eu te amo".

Sonhar com você.

sábado, 1 de maio de 2010

10 segundos

Não vou mais me demorar no seu olhar. Quando percebi que meus esforços foram em vão, já era tarde demais.