Amigos,
tenham paciência comigo.
Caminho vagarosamente,
mas meus passos são gentis.
A rotina costumeira
faz-me passar despercebida.
Com meu leve gênio,
estou aqui!
Não faço questão da velocidade.
Estou a decidir seu ritmo.
No médio, pois,
com minha característica esperteza.
Suplico, meus caros,
tenham paciência comigo.
Estou no final já,
sem pressa alguma.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
A lista
Eu quero...
Quero meu mundo!
Quero me amar,
compartilhar,
almejar,
conquistar,
sonhar alto,
me libertar,
tolerar,
amadurecer,
crescer.
Quero o ápice do amor,
uma beleza única,
paciência,
pesistência,
força,
coragem.
Quero querer.
Quero conseguir.
Quero meu mundo!
Quero me amar,
compartilhar,
almejar,
conquistar,
sonhar alto,
me libertar,
tolerar,
amadurecer,
crescer.
Quero o ápice do amor,
uma beleza única,
paciência,
pesistência,
força,
coragem.
Quero querer.
Quero conseguir.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
A lâmina I
A desaprovação de quem admiramos
é a rejeição, por si.
A incapacidade de um ser
é o desastre de sua existência.
Vida repleta de falhas.
Não soube encarar as fronteiras.
Então pedi por meu sangue,
Pedi cegamente por meu sangue.
- Quero vê-lo. Quero vê-lo!
Busquei pela lâmina,
porque as outras maneiras eram ineficazes,
tamanha a decepção que tive por mim mesma.
Estava pronta,
mas minhas mãos tremiam,
e meus batimentos aceleraram.
Sim! Estava apavorada.
Medo do meu sangue.
Um fino corte em minha pele,
e nada.
Outro fino corte em meu dedo,
e nada.
Outro... Não!
E a lâmina caiu.
Minha ansiedade não se dissipou.
Minha angústia permanece.
E a desaprovação
merece o meu sangue.
Quanta covardia,
pequena monstra.
é a rejeição, por si.
A incapacidade de um ser
é o desastre de sua existência.
Vida repleta de falhas.
Não soube encarar as fronteiras.
Então pedi por meu sangue,
Pedi cegamente por meu sangue.
- Quero vê-lo. Quero vê-lo!
Busquei pela lâmina,
porque as outras maneiras eram ineficazes,
tamanha a decepção que tive por mim mesma.
Estava pronta,
mas minhas mãos tremiam,
e meus batimentos aceleraram.
Sim! Estava apavorada.
Medo do meu sangue.
Um fino corte em minha pele,
e nada.
Outro fino corte em meu dedo,
e nada.
Outro... Não!
E a lâmina caiu.
Minha ansiedade não se dissipou.
Minha angústia permanece.
E a desaprovação
merece o meu sangue.
Quanta covardia,
pequena monstra.
domingo, 26 de julho de 2009
A onda
Me sinto tão medíocre.
Estou abaixo da superfície.
Estou afundando.
A pressão está aumentando.
Os sons estão distantes.
Ouvi meu nome?
Não... Seja realista.
Estou afundando.
Meus pensamentos...
estão...
confusos.
Onde...?
Me sinto tão vulnerável.
Aquela grande onda me derrubou,
me fragilizou,
e não sei como voltar até superfície.
Estou abaixo da superfície.
Estou afundando.
A pressão está aumentando.
Os sons estão distantes.
Ouvi meu nome?
Não... Seja realista.
Estou afundando.
Meus pensamentos...
estão...
confusos.
Onde...?
Me sinto tão vulnerável.
Aquela grande onda me derrubou,
me fragilizou,
e não sei como voltar até superfície.
sábado, 25 de julho de 2009
Animal
Animal estranho.
Suas pintas avermelhadas,
que crescem rapidamente,
assustam até o mais delicado ser de sua região.
Provocadas por uma maldição
proveniente da melancolia,
da inferioridade,
da ironia de seu ser,
e da maldade humana.
Suas garras perfuram o ponto mais profundo
de seu próprio coração;
sem dó.
Intencionalmente?
Sua mente dominadora o obrigou.
Pobre animal.
Escravo de seu subconsciente.
Dentro de sua prisão está sua alma,
impossibilitada de dirigir-se ao rei supremo.
Como discutir sobre melhorias, já não sabe mais.
Animal estranho
que vê prazer em seu sangue,
em sua pele rasgada,
em suas cicatrizes,
em qualquer técnica que o transforme
em um monstro.
No ápice de sua formação,
refugiou-se em sua falsa depressão.
Alojou-se lá,
sentindo-se reconfortado
e inquieto.
Local onde despertou.
Soltou sua alma de sua prisão,
e permitiu-se ser selvagem.
Agora...
Monstro, onde está a saída?
Suas pintas avermelhadas,
que crescem rapidamente,
assustam até o mais delicado ser de sua região.
Provocadas por uma maldição
proveniente da melancolia,
da inferioridade,
da ironia de seu ser,
e da maldade humana.
Suas garras perfuram o ponto mais profundo
de seu próprio coração;
sem dó.
Intencionalmente?
Sua mente dominadora o obrigou.
Pobre animal.
Escravo de seu subconsciente.
Dentro de sua prisão está sua alma,
impossibilitada de dirigir-se ao rei supremo.
Como discutir sobre melhorias, já não sabe mais.
Animal estranho
que vê prazer em seu sangue,
em sua pele rasgada,
em suas cicatrizes,
em qualquer técnica que o transforme
em um monstro.
No ápice de sua formação,
refugiou-se em sua falsa depressão.
Alojou-se lá,
sentindo-se reconfortado
e inquieto.
Local onde despertou.
Soltou sua alma de sua prisão,
e permitiu-se ser selvagem.
Agora...
Monstro, onde está a saída?
quarta-feira, 22 de julho de 2009
(In)Segurança
Segurança
que me persegue,
me condena,
me violenta.
Insegurança
que me acolhe,
me acalma,
me agrada.
Sentimentos opostos para tal criatura.
que me persegue,
me condena,
me violenta.
Insegurança
que me acolhe,
me acalma,
me agrada.
Sentimentos opostos para tal criatura.
A obra
Meu amigo,
seu pseudônimo é a arte.
Em suas prosas
estão as grandes obras.
Como uma pintura,
fico a analisar-te,
a admirar-te,
até me cansar.
Seu sorriso,
como o de uma escultura grega,
faz-te mais ainda
o meu Sócrates.
Mas com o tempo
a obra se desgasta,
e a minha compreensão esvai-se.
Como resgatar sua essência?
Não cabe a mim tal restauração.
Seu pseudônimo é a arte,
e como artista,
meu julgamento é sincero.
Gradiosa obra de arte que és, amigo.
Seus segredos estão ocultos,
assim como meu entendimento.
Continuo a adorar-te.
seu pseudônimo é a arte.
Em suas prosas
estão as grandes obras.
Como uma pintura,
fico a analisar-te,
a admirar-te,
até me cansar.
Seu sorriso,
como o de uma escultura grega,
faz-te mais ainda
o meu Sócrates.
Mas com o tempo
a obra se desgasta,
e a minha compreensão esvai-se.
Como resgatar sua essência?
Não cabe a mim tal restauração.
Seu pseudônimo é a arte,
e como artista,
meu julgamento é sincero.
Gradiosa obra de arte que és, amigo.
Seus segredos estão ocultos,
assim como meu entendimento.
Continuo a adorar-te.
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