Era outra manhã de desespero meu, em que nada fazia mais sentido senão estar deitada. Não existia melhor calor que o das minhas cobertas, ou maior conforto que o do meu travesseiro; até mais do que belas palavras. Como se meu objetivo do momento fosse ter sonhos cada vez mais vívidos. Dia após dia. Surpresas hão de vir, sim.
Eu a conheci, porém minha vida já havia mudado drasticamente desde então. Motivos eu tinha para estar acordada, só a vontade que nunca foi voluntária. Seria muita sorte do cosmos fazer-me uma pessoa mais feliz; pois tudo tem dois (ou mais) lados, e toda ação tem sua reação. O que lancei, voltou. Um dia me levantei num ímpeto de vivacidade jamais visto, e joguei a bomba para todos: estou apaixonada. Quis que tivessem o mesmo ânimo que eu; quis ser contagiante, e fazer com que todos se sentissem bem... como eu. Por duas semanas, quase que fulgazmente, eu quis mudar o mundo. São dias após dias, e minha paixão fazia todo o sentido.
Até que me despertei e senti que faltava um calor ali. Não o das minhas cobertas, mas o da reciprocidade de vontade, aquela que conquistei. Não soube o que fazer, porque nada poderia ser feito. Pensei em cada lugar onde possivelmente haveria brexas de sol, mas nada fazia sentido mais. Nada faz sentido mais. Talvez meu violão cantasse minhas lamúrias, ou verbalizasse minhas lástimas.
Tudo se vai, e a felicidade é mais curta ainda. A sensatez nunca é duradoura, e a vida faz sentido enquanto o amor é quente.
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Perspectivas
É assim que direi, é assim que parecerá. Talvez nunca seja suficiente o tamanho em que denoto minhas palavras. Expresso por costume, por querer me perceber; para ver em quais outras perspectivas estará você.
Quero falar, e o farei. Há muito na minha vida eu soube que de nada sei, mas eu soube que de mim eu sei; que sempre terão filosofias a serem descobertas.
Diante de todas as experiências, aprendi sobre o amor e sobre a ternura. Se quando eu correr ao seu encontro, for te abraçar fortemente, me entenda. Se eu chorar, não será de tristeza. Se eu me demorar no seu olhar, e me envergonhar, será porque é de tamanha intensidade, que não pude suportar nem sustentar o que via através de mim.
É com enorme satisfação que lhe digo o tanto que gosto de você. Ninguém nunca sentirá a emoção que tenho ao olhar seu sorriso. Somos únicas, você e eu.
Quero falar, e o farei. Há muito na minha vida eu soube que de nada sei, mas eu soube que de mim eu sei; que sempre terão filosofias a serem descobertas.
Diante de todas as experiências, aprendi sobre o amor e sobre a ternura. Se quando eu correr ao seu encontro, for te abraçar fortemente, me entenda. Se eu chorar, não será de tristeza. Se eu me demorar no seu olhar, e me envergonhar, será porque é de tamanha intensidade, que não pude suportar nem sustentar o que via através de mim.
É com enorme satisfação que lhe digo o tanto que gosto de você. Ninguém nunca sentirá a emoção que tenho ao olhar seu sorriso. Somos únicas, você e eu.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Planos para o amor
Durante a eternidade que uma noite pode se tornar, quero imensamente seus sorrisos. Ouvir sua voz por horas, e te sentir como se estivesse ao meu lado. Quero te ouvir cantarolar, e beijar seus profundos olhos, aqueles que, sei, me olharão ternamente.
Te pegar de surpresa, te levar para dançar. Cantar ao seu ouvido qualquer balada sobre o amor, enquanto te seguro, forte, nos meus braços, para que nunca mais volte a estar distante.
Dividir um apartamento com você, e te acordar todas as manhãs com meus abraços. Perder a hora, por estar perdida em você.
Pentear seus cabelos, e beijar seu pescoço quando estiver à mostra. Segurar suas mãos, e dizer "Sou sua". Dizer "Eu te amo".
Sonhar com você.
Te pegar de surpresa, te levar para dançar. Cantar ao seu ouvido qualquer balada sobre o amor, enquanto te seguro, forte, nos meus braços, para que nunca mais volte a estar distante.
Dividir um apartamento com você, e te acordar todas as manhãs com meus abraços. Perder a hora, por estar perdida em você.
Pentear seus cabelos, e beijar seu pescoço quando estiver à mostra. Segurar suas mãos, e dizer "Sou sua". Dizer "Eu te amo".
Sonhar com você.
sábado, 1 de maio de 2010
10 segundos
Não vou mais me demorar no seu olhar. Quando percebi que meus esforços foram em vão, já era tarde demais.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Antonio Machado
Caminante no hay camino
Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.
Nunca persequí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse...
Nunca perseguí la gloria.
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar...
Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso.
Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.
Nunca persequí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse...
Nunca perseguí la gloria.
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar...
Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso.
domingo, 11 de abril de 2010
Mágica
Eu nunca quis te largar. Seria tão clichê quanto dizer que até o meu relógio biológico parou por você.
Oh, tão mágico te ver através de tanta fumaça.
Tão mágico encontrar-te com princípios tão errados.
Se para te beijar essas forem as condições, quero ter câncer.
Oh, tão mágico te ver através de tanta fumaça.
Tão mágico encontrar-te com princípios tão errados.
Se para te beijar essas forem as condições, quero ter câncer.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Contradição
E se eu disser "Não me importa mais.", sei que me contradigo.
Como eu deveria ser, não vou nem tentar. O que eu deveria falar, vou me calar.
Mas se por acaso eu ficar sem ar, me virar, tornar a esquecer os motivos para crer em perder a vez da vez, e o que ele fez, o saber entender, para finalmente enxergar, palpitar, gritar...!
Ah, sem pressa... Sussurre seus segredos, promessas e juras, e juras e sonhos. São como sinos, que ecoam no salto mais alto do silêncio.
Saiba sair das silhuetas dos sãos.
Diga adeus, e não se contradiga mais.
Como eu deveria ser, não vou nem tentar. O que eu deveria falar, vou me calar.
Mas se por acaso eu ficar sem ar, me virar, tornar a esquecer os motivos para crer em perder a vez da vez, e o que ele fez, o saber entender, para finalmente enxergar, palpitar, gritar...!
Ah, sem pressa... Sussurre seus segredos, promessas e juras, e juras e sonhos. São como sinos, que ecoam no salto mais alto do silêncio.
Saiba sair das silhuetas dos sãos.
Diga adeus, e não se contradiga mais.
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