Para a maior dona dos meus sorrisos. Um beijo roubado, de início. Um abraço apertado, para lhe sentir. Uma mão que aperta a sua, para confirmar... O amor.
Entre sussurros, lhe confessei meus sentimentos, há muito tempo ansiosos para se tornarem palavras - aquelas que você guardará no coração.
Entre quatro paredes, lhe disse sobre meus desejos. A cada toque, uma reação. A cada reação, um pulso. A cada pulso, um tesão. A cada tesão, a liberdade... A liberdade de lhe ser íntima, de encontrar seu íntimo. De lhe descobrir, lhe descubrir.
Entre o amor, há você e eu.
Entre o amor, me salvo... (de tentações mundanas)
Entre o amor, lhe confio... (minhas emoções)
Entre o amor, nos vemos... (de longe, como quem quer estar por perto)
Entre os passos, nosso encontro. Entre os corações, você.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Arrepio
O que é o amor, senão as semelhanças de dois corações esperançosos? Dois corações que não se completam nem se repelem, se somam, se acumulam e resultam em um sentimento só.
Você não arrepia quando sente a falta que quem lhe mudou? Você se lembra? Se lembra de mim? Não arrepia quando lhe some da cabeça quem você precisa, quem um dia lhe fez desabar sobre a vida já feita, para cambiarse? Quem lhe trouxe de volta sonhos antigos.
O esquecimento não cai - impossível. Alguém que mudou intensamente meu eu-pensante, meu eu-lírico, meu eu, eu, meu eu em você. Uma sensibilidade de tanta clareza que, de um modo tão sutil, tocou-me no mais íntimo, para fazer-me sorrir e deslumbrar-me: comigo mesma, com você.
Don't you shiver?
Para alguém de outro planeta, dentre estrelas e diamantes.
Você não arrepia quando sente a falta que quem lhe mudou? Você se lembra? Se lembra de mim? Não arrepia quando lhe some da cabeça quem você precisa, quem um dia lhe fez desabar sobre a vida já feita, para cambiarse? Quem lhe trouxe de volta sonhos antigos.
O esquecimento não cai - impossível. Alguém que mudou intensamente meu eu-pensante, meu eu-lírico, meu eu, eu, meu eu em você. Uma sensibilidade de tanta clareza que, de um modo tão sutil, tocou-me no mais íntimo, para fazer-me sorrir e deslumbrar-me: comigo mesma, com você.
Don't you shiver?
Para alguém de outro planeta, dentre estrelas e diamantes.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Noite
(O céu...)
Sombrio, não se faz indiferente. Faz-se impaciente.
Escuro, não se está imutável. Colore-se.
Longo, não se vê limitado. Supõe-se infinito.
Silencioso, não se ouve sua voz. Fala-se distante.
Ornamentado, não se toca. Destaca-se.
Quebra-se o ruído de sua constância. O negro torna-se azul, marinho como o mar - reflexo de si -, voltando-se para a cor da paixão, em meio ao dourado do toque, e ao azul da esperança de um novo dia.
O céu das cinco da madrugada rompe-se, derrotado, com a fúria do Sol. Adapta-se, então, para a próxima noite de habitualidades.
Sombrio, não se faz indiferente. Faz-se impaciente.
Escuro, não se está imutável. Colore-se.
Longo, não se vê limitado. Supõe-se infinito.
Silencioso, não se ouve sua voz. Fala-se distante.
Ornamentado, não se toca. Destaca-se.
Quebra-se o ruído de sua constância. O negro torna-se azul, marinho como o mar - reflexo de si -, voltando-se para a cor da paixão, em meio ao dourado do toque, e ao azul da esperança de um novo dia.
O céu das cinco da madrugada rompe-se, derrotado, com a fúria do Sol. Adapta-se, então, para a próxima noite de habitualidades.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Olhos a curta distância
Se todos os olhos vissem como os meus, demais pensamentos seriam dispensáveis. Uma bela garota seria a perfeição, a poucos centímetros do meu rosto.
Detalhes de um corpo excitariam um coracão, e a nudez seria mais do que tesão pelo desejo. O tato aguçaria, com um rosto a poucos centímetros do meu.
Um estorvo me embaçaria; no entanto, da inquietação faz-se quase uma dávida. O que torna-se tão nítido, a poucos centímetros dos meus olhos, desenvolve-se cego, longínquo.
Visão que se confude, porém, enquanto detalhista, a tão poucos centímetros, enxerga o que não viu. A cegueira que delimita e acusa, talvez, apaixona-se pelo cego à frente.
Detalhes de um corpo excitariam um coracão, e a nudez seria mais do que tesão pelo desejo. O tato aguçaria, com um rosto a poucos centímetros do meu.
Um estorvo me embaçaria; no entanto, da inquietação faz-se quase uma dávida. O que torna-se tão nítido, a poucos centímetros dos meus olhos, desenvolve-se cego, longínquo.
Visão que se confude, porém, enquanto detalhista, a tão poucos centímetros, enxerga o que não viu. A cegueira que delimita e acusa, talvez, apaixona-se pelo cego à frente.
Ventos
Alguns ventos carregam areia em seus olhos, balançam a cegueira das rugas em seus braços. Marcham suave, e seus pés levam a solidão de um carinho às avessas.
Alguns olhos, secos, irritam-se, em confronto com o vento. Aqueles protegidos - molhados por dentro - se resguardam, vencedores - um amor duradouro. Os vencidos choram - molhados por fora -, em virtude de um escudo atingido, corrompido - a paixão.
Fortes ventanias abrem caminho para os fortes, os determinados e cheios de tesão pelo sentimento: os que amam amar, que se apaixonaram pela paixão e se encantaram com o encanto do encontro com o livre desencontro. Este é o prazer.
Alguns olhos, secos, irritam-se, em confronto com o vento. Aqueles protegidos - molhados por dentro - se resguardam, vencedores - um amor duradouro. Os vencidos choram - molhados por fora -, em virtude de um escudo atingido, corrompido - a paixão.
Fortes ventanias abrem caminho para os fortes, os determinados e cheios de tesão pelo sentimento: os que amam amar, que se apaixonaram pela paixão e se encantaram com o encanto do encontro com o livre desencontro. Este é o prazer.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Transeuntes
Não faz tanto tempo que a deixei em casa, na porta, e esperei que entrasse, em segurança, para que nada lhe ocorresse. Quero que tudo esteja bem. Beijei-a na testa, em sinal de respeito, e depois no queixo, para que me encontrasse depois, e fui-me.
É complicado falar sobre a paixão, se há pouco estávamos juntas, mas a saudade já me desorientou. Vejo-a na minha frente quase que fisicamente. Queria outro abraço, mais um beijo, dar-lhe as mãos novamente, morder-lhe os lábios, olhar seu sorriso escondida, uma conversa no meu ouvido, uma brincadeira só nossa, ouvir seu riso, sua voz, cantando baixinho... Quero-a, aqui, comigo.
Tanto cuidado não é em vão. O carinho excede meu corpo, perpassa as palavras, e encontra-se nas nossas mãos, entrelaçadas, enquanto somos transeuntes. Roubo-lhe um beijo, no meio da faixa de pedestres.
É complicado falar sobre a paixão, se há pouco estávamos juntas, mas a saudade já me desorientou. Vejo-a na minha frente quase que fisicamente. Queria outro abraço, mais um beijo, dar-lhe as mãos novamente, morder-lhe os lábios, olhar seu sorriso escondida, uma conversa no meu ouvido, uma brincadeira só nossa, ouvir seu riso, sua voz, cantando baixinho... Quero-a, aqui, comigo.
Tanto cuidado não é em vão. O carinho excede meu corpo, perpassa as palavras, e encontra-se nas nossas mãos, entrelaçadas, enquanto somos transeuntes. Roubo-lhe um beijo, no meio da faixa de pedestres.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Cega
Meu coração acelerou, inflou de ânsias. E eu só tinha pensado na menina. Só tinha lido o seu nome; o reflexo das letras no meu óculos, na noite escura - apenas a luz do celular acesa. Nada de mais, palavras trocadas... E meu coração disparou, encheu de ar, como o ar de quem se inspira, inspira e respira o rastro deixado da pessoa querida. E eu só tinha falado para a menina um pouco do meu momento. Só tinha lhe dito parte de quem eu sou. Então o coração estourou, se dissipou, os ventos - furacões e tornados - se dissolveram, sumiram e causaram destruição, transtorno nas cidades, até nos mais simples povoados que cercam este coração... que um dia se iluminou com um nome.
As luzes se apagaram, e eu dormi. No dia seguinte não precisei mais de óculos para enxergar o nome da menina, mas meu coração me disse que cega estou. A menina não existe. A razão não existe. O coração se enganou e tropeçou, às cegas, por uma paixão que o desequilibrou.
As luzes se apagaram, e eu dormi. No dia seguinte não precisei mais de óculos para enxergar o nome da menina, mas meu coração me disse que cega estou. A menina não existe. A razão não existe. O coração se enganou e tropeçou, às cegas, por uma paixão que o desequilibrou.
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