Queria que soubesse, e quando soube, foi pela minha mais sincera narrativa.
Desatei as palavras do mesmo jeito que se desata um nó na garanta, e desabafei profundos desabafos, mesmo após ter desabado sobre ti.
Confessei pequenos feitos, e assim o fez também. Toquei em suas cicatrizes, e foi como reflexo, finalmente fitou-me, e assim o fez também. Compreendemos os reais significados destes atos. Entendemos os nossos sentidos mais aguçados, já que foi preciso muito tato para tal.
Quando cheguei ao fim do conto, abraçou-me como quem se despede de um grande amor, e com suas mãos sobre as minhas, fechamos juntas o livro de contos de fadas, onde todos os finais são felizes (para sempre).
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Alguém
Bastou eu estar assim, vulnerável, para cair de amores por alguém. Quando percebi, meus olhos só enxergavam em uma única direção, e meus lábios já estavam cansados de sorrir por esta paixão.
Este alguém que algo me prometeu há tempos, e vem cumprindo e descumprindo todas as suas juras (as de amores foram feitas apenas por mim... mentalmente).
Este alguém que só por existir tirou-me das profundezas dos oceanos e mostrou-me como é belo o céu azul, como é agradável a brisa, e como é infindável o mar. Mas sem ninguém por perto, a água torna-se fria, a imensidão apavorante, e apenas um certo alguém me vem à mente. O único capaz de me salvar.
Pensar neste alguém me confunde, pois sei que é a pior pessoa por quem eu poderia me apaixonar, porém completa além do vazio. Não me dá chance para ver os vestígios da morte, apesar de estar me assassinando cada vez mais.
No fim estarei pior do que eu estava no início.
Este alguém que algo me prometeu há tempos, e vem cumprindo e descumprindo todas as suas juras (as de amores foram feitas apenas por mim... mentalmente).
Este alguém que só por existir tirou-me das profundezas dos oceanos e mostrou-me como é belo o céu azul, como é agradável a brisa, e como é infindável o mar. Mas sem ninguém por perto, a água torna-se fria, a imensidão apavorante, e apenas um certo alguém me vem à mente. O único capaz de me salvar.
Pensar neste alguém me confunde, pois sei que é a pior pessoa por quem eu poderia me apaixonar, porém completa além do vazio. Não me dá chance para ver os vestígios da morte, apesar de estar me assassinando cada vez mais.
No fim estarei pior do que eu estava no início.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Vergonha
Body and soul, I'm a freak
(Silverchair)
Agora que o único dos loucos se foi, sobra a mim a vergonha.
A vergonha de se envergonhar do próprio rosto.
A raiva que me consome, e destrói meu corpo. A ira e a distração, que são apenas os reflexos do espelho, quando um novo dia começa, e o auto-flagelamento também.
Vou me esconder até a próxima vida começar, porque não há graça ou ânimo quando se é uma aberração.
(Silverchair)
Agora que o único dos loucos se foi, sobra a mim a vergonha.
A vergonha de se envergonhar do próprio rosto.
A raiva que me consome, e destrói meu corpo. A ira e a distração, que são apenas os reflexos do espelho, quando um novo dia começa, e o auto-flagelamento também.
Vou me esconder até a próxima vida começar, porque não há graça ou ânimo quando se é uma aberração.
Pequeno desabafo I
Acho que estou me apaixonando pela única pessoa que eu não deveria.
Eu não deveria. Não mesmo.
Prontofalei.
Eu não deveria. Não mesmo.
Prontofalei.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Estranhamento
Quis te adorar à primeira vista, mas nosso encontro foi estranho demais para que se concretizasse.
Estranho estranhamento, em poucas semanas estava alucinada por seus olhos.
Os mesmos que me olharam apenas uma vez com alegria, e o restante com indiferença. Foi o bastante para a minha obsessão.
Tentei cuidar de sua sanidade, tão parecida com a minha, com pequenas palavras, curtos momentos, e singelos convites... descartados.
Procurei o que seria preciso para distrair-te da dor, mas, por um único segundo, cogitou a minha companhia. Apenas.
Nada fez-me desistir. Ansiei os momentos em que eu seria a única pessoa com quem poderia contar, e seria o suficiente para provar que estou por perto para que sorria. Não precisa adorar-me em troca. Apenas fazer do meu sorriso recíproco.
Estranho estranhamento, em poucas semanas estava alucinada por seus olhos.
Os mesmos que me olharam apenas uma vez com alegria, e o restante com indiferença. Foi o bastante para a minha obsessão.
Tentei cuidar de sua sanidade, tão parecida com a minha, com pequenas palavras, curtos momentos, e singelos convites... descartados.
Procurei o que seria preciso para distrair-te da dor, mas, por um único segundo, cogitou a minha companhia. Apenas.
Nada fez-me desistir. Ansiei os momentos em que eu seria a única pessoa com quem poderia contar, e seria o suficiente para provar que estou por perto para que sorria. Não precisa adorar-me em troca. Apenas fazer do meu sorriso recíproco.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Devaneios errados
Pois é, o tempo passou veloz por mim. Se assim foi, a culpa é minha de não ter prestado atenção no seu vagaroso tiquetaquear. Admito: foi proposital. Afundar mais nas profundezas do espaço me consumiria por completa. Alcançaria a minha alma. Sabe como sou sensível, garota estranha, enxergo as coisas diferente da maioria; não aguentaria mais 24 horas de dor, então decidi reparti-las em meses, até acumular força suficiente para suportar um dia inteiro de pura atenção. Não, ainda não cheguei lá.
Se paro para analisar os minutos, eles me dirão o que estou perdendo. Volto a apressá-los - Que o ano passe depressa, por favor!
Esses momentos em que estive paralisada, foi evidente ao mundo quem verdadeiramente sou. Minha compulsão invadiu todas as minhas rotinas. Nem com um brinquedo de distrações em minhas mãos elas ficaram quietas. Não sei de nada mais... É uma doença? Há um ano venho tratando de 4 formas diferentes, e a principal não se manifestou ainda. Desisto? De fato, a única pessoa que me ajudou a acalmá-las um dia, foi quem as enfureceu mais do que jamais estiveram. Seriam suas mãos sobre as minhas para saciá-las de vez. Apenas as suas. Volte para mim, e me ajude. É o único capaz de curar as minhas feridas.
Não quero esperar outro ano para ver as marcas desaparecerem, a vontade surgir, e o esquecimento também. Em particular, não quero este último. Nada mais parece certo. Ou estou errada, ou é mundo que está contra mim.
Por que, se eu vi que não morreria de amor, estou com pensamentos suicidas agora?
Se paro para analisar os minutos, eles me dirão o que estou perdendo. Volto a apressá-los - Que o ano passe depressa, por favor!
Esses momentos em que estive paralisada, foi evidente ao mundo quem verdadeiramente sou. Minha compulsão invadiu todas as minhas rotinas. Nem com um brinquedo de distrações em minhas mãos elas ficaram quietas. Não sei de nada mais... É uma doença? Há um ano venho tratando de 4 formas diferentes, e a principal não se manifestou ainda. Desisto? De fato, a única pessoa que me ajudou a acalmá-las um dia, foi quem as enfureceu mais do que jamais estiveram. Seriam suas mãos sobre as minhas para saciá-las de vez. Apenas as suas. Volte para mim, e me ajude. É o único capaz de curar as minhas feridas.
Não quero esperar outro ano para ver as marcas desaparecerem, a vontade surgir, e o esquecimento também. Em particular, não quero este último. Nada mais parece certo. Ou estou errada, ou é mundo que está contra mim.
Por que, se eu vi que não morreria de amor, estou com pensamentos suicidas agora?
sábado, 5 de dezembro de 2009
Sono
Adoro bocejar até sentir meus olhos lacrimejarem. Levantar na mesma hora e ir tirar um cochilo.
Agora sim posso dormir eternamente. Sem nada mais atuando. Apenas o desespero e o sono juntos.
Agora sim posso dormir eternamente. Sem nada mais atuando. Apenas o desespero e o sono juntos.
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