Porque eu estive tentando sobreviver ultimamente, não sei. Pelos meus queridos amigos e familiares, talvez. Busquei em cada um algum motivo forte o bastante para que essa vontade de viver se fizesse enfim real em mim. Forte o bastante para que um coração bata por si só.
Vejam, cansei dessa caminhada sem identidade. Não é porque me admirei com as flores que encontrei, que posso pegá-las para mim. Não é porque as frutas das árvores que me deparei parecem deliciosas, que posso comê-las. Não é porque um gracioso cachorrinho curzou meu caminho, que posso acariciá-lo.
Não é porque alguém certa vez me cumprimentou com olhos distintos, que posso querer um beijo seu, um momento seu, mais olhares seus.
Não é porque fitei várias pessoas com o mesmo olhar distinto, que vão querer me corresponder; se sim, não será forte o bastante para desejarem algo de mim. Sempre disse que era o único louco que soube fazê-lo.
Se em algum instante fui feliz, me veio uma depressão três vezes pior. Não valeu a pena, creio. A recíproca nunca será forte o bastante para algum equilíbrio.
domingo, 29 de novembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Poeira
De fato comecei a sentir sensações empoeiradas, mas tive medo de limpá-las, então deixei o trabalho todo para o vento (ou o tempo).
Enquanto caminhava pelas ruas agitadas durante o anoitecer, sentia o calor do ambiente, e tremia ao narrar para mim mesma o meu próprio conto. Certamente, o pó que estava sobre esse nervosismo insistia em se desprender, mas quis que permanecesse ali. Não me faria bem, não posso me entregar; eu me conheço melhor do que ninguém.
Refleti sobre minha rotina, se é que assim ainda pode ser chamada. Lembrei de belos sorrisos e risos, e em como me cativaram à segunda vista. Hoje são os dois mais encantadores para mim. Apenas hoje, neste momento. Ah, ando um pouco flexível ultimamente, admito.
Certezas e situações que antes me apeteciam tanto, são estranhas agora. Estão, felizmente, submersas na poeira. Pensei nunca ser capaz de chegar a este estado, o que sempre busquei. Mas naturalmente veio a mim, como o tiquetaquear feroz e sutil do tempo. Oh, não sei o que pensar a respeito disso. Deixe que cuidem da sujeira.
Enquanto caminhava pelas ruas agitadas durante o anoitecer, sentia o calor do ambiente, e tremia ao narrar para mim mesma o meu próprio conto. Certamente, o pó que estava sobre esse nervosismo insistia em se desprender, mas quis que permanecesse ali. Não me faria bem, não posso me entregar; eu me conheço melhor do que ninguém.
Refleti sobre minha rotina, se é que assim ainda pode ser chamada. Lembrei de belos sorrisos e risos, e em como me cativaram à segunda vista. Hoje são os dois mais encantadores para mim. Apenas hoje, neste momento. Ah, ando um pouco flexível ultimamente, admito.
Certezas e situações que antes me apeteciam tanto, são estranhas agora. Estão, felizmente, submersas na poeira. Pensei nunca ser capaz de chegar a este estado, o que sempre busquei. Mas naturalmente veio a mim, como o tiquetaquear feroz e sutil do tempo. Oh, não sei o que pensar a respeito disso. Deixe que cuidem da sujeira.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Amigos
Como realizar essa vontade imensa de fazê-la sorrir? Os olhos pequenos e tristes, a feição desanimada e o cigarro nas mãos, espalhando o cheiro todo em mim. Agoniada, contou-me como um disparo no que estava pensando, enquanto tentei imaginar o que realmente era. Previsível... Talvez.
Há meses descobri o que é o amor. O que nunca percebi é que sempre estive assim. Sou apaixonada pelos enlaces que somos capazes de criar. A facilidade de amar é um dom, mas a intensidade de senti-lo inteiramente é inédito.
Me apaixonei pelos meus amigos. Troco os meus diários risos para que sejam felizes, num segundo de escolhas, sem nem pensar. Tomo até os mais singelos motivos para o ódio e prometo escondê-los em mim, para o bem de todos.
Vou amá-los e deixar que me amem também. Obrigada por cuidarem de mim.
Há meses descobri o que é o amor. O que nunca percebi é que sempre estive assim. Sou apaixonada pelos enlaces que somos capazes de criar. A facilidade de amar é um dom, mas a intensidade de senti-lo inteiramente é inédito.
Me apaixonei pelos meus amigos. Troco os meus diários risos para que sejam felizes, num segundo de escolhas, sem nem pensar. Tomo até os mais singelos motivos para o ódio e prometo escondê-los em mim, para o bem de todos.
Vou amá-los e deixar que me amem também. Obrigada por cuidarem de mim.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Espetáculo
Ouvi boatos sobre um grande espetáculo que está por vir. Dizem que será apenas uma breve cena, envolvendo cordas e efeitos especiais, para polemizar, com certeza! Em uma pequena cidade, tudo o que é distinto encanta e espanta.
Será apenas uma única pessoa atuando. Não é uma atriz, foi o que me disseram. Não cantará uma música ou tocará algum instrumento, muito menos é artista de circo para impressionar-nos com seus malabares. Será uma de nós? Quem?
Conhecendo o perfil dos organizadores (temos uma vaga noção de quem seja, são apenas rumores), será algo tão mórbido e proibido como incesto e sado-masoquismo juntos. Há uma pessoa favorita destes homens, se me lembro bem.
Mas os dias se passam, e as palavras se perdem nos ecos das ruas escuras, rebatendo nas paredes dos becos, entrando nos ouvidos dos moribundos. Estes são os mais ansiosos, não os curiosos da cidade. Os que vagueam solitários pelas noites esperam ver seus destinos representados em um único ato: tão dramático quanto as suas vidas!
O palco começou a ser montando, e a multidão já se aproximava. Quando anoitecer e a mais brilhante estrela se destacar na abóbada celeste, começará o show. Alguns deram faltam de uma pessoa, para outros passou tão despercebido como um vírus se apossando de suas células (se manifestará dias depois!).
Acendaram uma única luz branca, absorvida pela cortina preta que escondia o palco. O silêncio foi absoluto, e cada movimento era audível. Mas nada sobre o espetáculo.
Em uma brusca agitação, as cortinas se abriram, e atrás delas estava uma simples garota da cidade. Amada por alguns, indiferente para outros, odiada pela minoria restante. Estava sentada em uma cadeira, em um ambiente cheio de cordas presas ao teto; incontáveis serpentes que balançavam seus rabos com o vento; mas uma em especial: uma corda vermelha, amarrada em um círculo, com um nó perfeito.
A menina subiu na cadeira, e encontrou seu pescoço perfeitamente ajeitado para enfiar a cabeça. Mas não o fez. Olhou para o céu, e esperou começar a chover, como se soubesse que aconteceria. As gotas que caíam das cordas, alagavam o chão. Estranhamente, a corda vermelha chorava sangue, assim como a moça. Uma poça densa escorria.
Passou o pescoço pelo círculo, e a multidão assustada gritava pedidos de negação, mas a garota ignorou-os. Junto com um estrondoso raio, chovendo sangue, deixou que seu peso atuasse, pendurada na corda. A luz se apagou, e tudo ficou à luz das estrelas. Num ímpeto, acenderam-as novamente, e em uma faixa branca estava escrito "Ansiavam pelo meu suicídio!".
Nenhum som mais importava, ou atitude e palavras. Para as pessoas que a amaram, sim. A chuva vermelha misturou-se com as lágrimas, agora de sangue. De fato queriam vê-la morta, disso todos sabiam; mas não a tal ponto. Sumbestimaram um sentimento e uma pessoa.
A garota perdeu seu toque de ouro até sua morte.
Será apenas uma única pessoa atuando. Não é uma atriz, foi o que me disseram. Não cantará uma música ou tocará algum instrumento, muito menos é artista de circo para impressionar-nos com seus malabares. Será uma de nós? Quem?
Conhecendo o perfil dos organizadores (temos uma vaga noção de quem seja, são apenas rumores), será algo tão mórbido e proibido como incesto e sado-masoquismo juntos. Há uma pessoa favorita destes homens, se me lembro bem.
Mas os dias se passam, e as palavras se perdem nos ecos das ruas escuras, rebatendo nas paredes dos becos, entrando nos ouvidos dos moribundos. Estes são os mais ansiosos, não os curiosos da cidade. Os que vagueam solitários pelas noites esperam ver seus destinos representados em um único ato: tão dramático quanto as suas vidas!
O palco começou a ser montando, e a multidão já se aproximava. Quando anoitecer e a mais brilhante estrela se destacar na abóbada celeste, começará o show. Alguns deram faltam de uma pessoa, para outros passou tão despercebido como um vírus se apossando de suas células (se manifestará dias depois!).
Acendaram uma única luz branca, absorvida pela cortina preta que escondia o palco. O silêncio foi absoluto, e cada movimento era audível. Mas nada sobre o espetáculo.
Em uma brusca agitação, as cortinas se abriram, e atrás delas estava uma simples garota da cidade. Amada por alguns, indiferente para outros, odiada pela minoria restante. Estava sentada em uma cadeira, em um ambiente cheio de cordas presas ao teto; incontáveis serpentes que balançavam seus rabos com o vento; mas uma em especial: uma corda vermelha, amarrada em um círculo, com um nó perfeito.
A menina subiu na cadeira, e encontrou seu pescoço perfeitamente ajeitado para enfiar a cabeça. Mas não o fez. Olhou para o céu, e esperou começar a chover, como se soubesse que aconteceria. As gotas que caíam das cordas, alagavam o chão. Estranhamente, a corda vermelha chorava sangue, assim como a moça. Uma poça densa escorria.
Passou o pescoço pelo círculo, e a multidão assustada gritava pedidos de negação, mas a garota ignorou-os. Junto com um estrondoso raio, chovendo sangue, deixou que seu peso atuasse, pendurada na corda. A luz se apagou, e tudo ficou à luz das estrelas. Num ímpeto, acenderam-as novamente, e em uma faixa branca estava escrito "Ansiavam pelo meu suicídio!".
Nenhum som mais importava, ou atitude e palavras. Para as pessoas que a amaram, sim. A chuva vermelha misturou-se com as lágrimas, agora de sangue. De fato queriam vê-la morta, disso todos sabiam; mas não a tal ponto. Sumbestimaram um sentimento e uma pessoa.
A garota perdeu seu toque de ouro até sua morte.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Estoy harta de...
Estoy harta de sentir. Hace un año que encuentrome con mil razones para estar triste, cuando las que me harán bien nunca las veo. Cuando es un buen motivo, no sé como, pero consigo extenderlo durante meses, y cuando percibo, ya estoy depresiva.
Estoy harta de ansiar por la depresión, de sentirme sola, y preferir la dor que al vacío. Son pequeñas y discretas cosas que hago conmigo misma que son los más claros reflejos de mi conciencia.
Además de todo, estoy harta de amar aquellos que no son capaces de hacer de eso sentimiento recíproco. Son amores imposibles y que nacieron para terminar cuando yo estuviera dispuesta a entregarme por completa.
Estoy harta de estar harta de todo. Por un rato, quiero relajarme, poner mis auriculares en mis oídos y oír solamente a la música. No a mis pensamientos, o al ruído de las calles. Apenas a las guitarras de Travis.
Perdón a mis compañeros del curso de español, me retrasé para postar un texto en español, y el día de comentar en los blogs ya ha pasado. Todavía espero que lean, como dicen que lo hacen. Gracias.
Estoy harta de ansiar por la depresión, de sentirme sola, y preferir la dor que al vacío. Son pequeñas y discretas cosas que hago conmigo misma que son los más claros reflejos de mi conciencia.
Además de todo, estoy harta de amar aquellos que no son capaces de hacer de eso sentimiento recíproco. Son amores imposibles y que nacieron para terminar cuando yo estuviera dispuesta a entregarme por completa.
Estoy harta de estar harta de todo. Por un rato, quiero relajarme, poner mis auriculares en mis oídos y oír solamente a la música. No a mis pensamientos, o al ruído de las calles. Apenas a las guitarras de Travis.
Perdón a mis compañeros del curso de español, me retrasé para postar un texto en español, y el día de comentar en los blogs ya ha pasado. Todavía espero que lean, como dicen que lo hacen. Gracias.
domingo, 15 de novembro de 2009
Comunicação
Quero falar sobre a música que não sai da minha cabeça, sobre as pessoas que conheci ultimamente, sobre ter me queimado no fogão, sobre o último filme que vi, sobre o que pretendo fazer semana que vem, sobre meu melhor amigo, sobre os meus remédios, sobre as minhas vontades, sobre o chocolate que comi, sobre os motivos da minha tristeza, sobre os momentos de nostalgia, sobre o colégio... Sobre o meu amor.
Quero falar todos os dias somente sobre isso sem ficar cansativo; sobre o tanto que tenho saudades, sobre as coisas mais bobas, sobre os melhores e os piores momentos, sobre ter descoberto o amor, sobre querer morrer a cada instante, sobre temer a depressão, sobre detestar a vida, sobre chorar só de ouvir "a" palavra, sobre a angústia, sobre a raiva, sobre não ser nada recíproco, sobre o tanto que as pessoas mudam, sobre o quanto eu sou idiota, sobre querer e não querer correr atrás, sobre o desânimo, sobre a teimosia em continuar com a minha atual alimentação, sobre minha compulsão, sobre admitir que não quero uma vida saudável, sobre realmente pensar em pular em frente a um carro, sobre querer me drogar, sobre a minha auto-estima, sobre o que estou perdendo, sobre duvidar que isto passe algum dia, sobre as coisas que eu poderia ter feito, sobre estar sozinha nisto, sobre querer em vão o meu amor de volta.
Me mate logo com palavras cruéis.
Quero falar todos os dias somente sobre isso sem ficar cansativo; sobre o tanto que tenho saudades, sobre as coisas mais bobas, sobre os melhores e os piores momentos, sobre ter descoberto o amor, sobre querer morrer a cada instante, sobre temer a depressão, sobre detestar a vida, sobre chorar só de ouvir "a" palavra, sobre a angústia, sobre a raiva, sobre não ser nada recíproco, sobre o tanto que as pessoas mudam, sobre o quanto eu sou idiota, sobre querer e não querer correr atrás, sobre o desânimo, sobre a teimosia em continuar com a minha atual alimentação, sobre minha compulsão, sobre admitir que não quero uma vida saudável, sobre realmente pensar em pular em frente a um carro, sobre querer me drogar, sobre a minha auto-estima, sobre o que estou perdendo, sobre duvidar que isto passe algum dia, sobre as coisas que eu poderia ter feito, sobre estar sozinha nisto, sobre querer em vão o meu amor de volta.
Me mate logo com palavras cruéis.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Doença emocional
Emotion sickness.
Addict with no heroine.
(Silverchair)
Não quero que nada mude. Não quero passar por esta fase. Diga-me como voltar!
Insistem em me contar a maior mentira de todos os tempos.
Não há nada de proveitoso nessa transição. Nada que eu pudesse acrescentar de bom em minha vida; só aprendi que dormir é o remédio mais aliviante, que a depressão está mais perto do que eu jamais pude imaginar, que o desleixo nos deixa pior do que o normal, e que realmente sou masoquista.
Eu realmente não queria me conhecer tão profundamente, justamente para que isto não ocorresse.
Addict with no heroine.
(Silverchair)
Não quero que nada mude. Não quero passar por esta fase. Diga-me como voltar!
Insistem em me contar a maior mentira de todos os tempos.
Não há nada de proveitoso nessa transição. Nada que eu pudesse acrescentar de bom em minha vida; só aprendi que dormir é o remédio mais aliviante, que a depressão está mais perto do que eu jamais pude imaginar, que o desleixo nos deixa pior do que o normal, e que realmente sou masoquista.
Eu realmente não queria me conhecer tão profundamente, justamente para que isto não ocorresse.
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